O embaixador da China no Canadá, Wang Di, afirmou no dia 28 de junho que os veículos elétricos da marca Lotus, do grupo Geely Holding, entrarão no mercado canadense no próximo mês, tornando-se os primeiros veículos elétricos produzidos na China a serem vendidos no Canadá com base no acordo tarifário sino-canadense. O acordo, resultante de negociações entre o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e o presidente chinês, Xi Jinping, permite a entrada de até 49.000 veículos elétricos chineses por ano no Canadá com tarifas reduzidas.
Wang Di revelou à Reuters: "Os veículos elétricos da Geely chegarão ao Canadá no próximo mês e uma cerimônia de entrega será realizada em Montreal." Até o momento, a Lotus não comentou o assunto, e o Departamento de Assuntos Globais do Canadá também não respondeu sobre a previsão de chegada dos primeiros veículos.

Além da Lotus, outras marcas chinesas, como Chery e BYD, também estão coordenando com órgãos governamentais canadenses para concluir os procedimentos necessários para exportar veículos elétricos ao Canadá. Anteriormente, alguns veículos já foram enviados ao Canadá para testes de adaptação. Wang Di afirmou: "Espero que, neste outono, outros veículos elétricos de marcas chinesas de fato concluam os trâmites e entrem formalmente no mercado canadense." A vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, declarou recentemente que a empresa poderá começar a vender veículos elétricos no Canadá a partir do próximo ano. Vale destacar que a Tesla, dos Estados Unidos, já importa veículos elétricos fabricados na China para o Canadá.
O Canadá também espera atrair empresas chinesas para estabelecer joint ventures, cooperação e investimentos na cadeia de suprimentos de veículos elétricos do país. Wang Di apontou que os fabricantes chineses de veículos elétricos têm interesse em criar joint ventures, mas, nesta fase, priorizarão expandir as vendas e avaliar a demanda do mercado.
A decisão do governo Carney de permitir a importação de veículos elétricos chineses já gerou críticas de alguns funcionários e parlamentares dos Estados Unidos.
Em termos de cooperação econômica e comercial, durante sua visita à China em janeiro, Carney propôs aumentar as exportações canadenses para a China em 50% até 2030. Já o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou no mês passado que esse aumento poderia chegar a 100%. Wang Di declarou que, para dobrar as exportações para a China, o Canadá precisaria crescer quase 15% ao ano nos próximos cinco anos. Ele acrescentou que, nos cinco meses desde a visita de Carney, as exportações canadenses para a China já cresceram 27,5%. "Enquanto continuarmos avançando, a cooperação econômica e comercial entre os dois países continuará a liberar potencial, aproveitar vantagens complementares e talvez até alcançar um crescimento de 200%."
Wang Di também mencionou que as exportações anuais de petróleo bruto do Canadá para a China podem aumentar de 15,5 milhões de toneladas em 2025 para cerca de 22 milhões de toneladas, e considerou que a importação de gás natural liquefeito do Canadá pela China tem "grande potencial". Além disso, como grande exportador de canola, ervilhas e carne bovina, o Canadá atualmente representa apenas 2% do total das importações de produtos agrícolas da China, havendo amplo espaço de mercado.
Em março deste ano, a China reduziu as tarifas sobre alguns produtos canadenses, mas manteve uma tarifa de 100% sobre o óleo de canola e de 25% sobre a carne suína. As medidas de isenção tarifária para produtos como farelo de canola, ervilhas e lagosta expirarão no final deste ano, gerando incertezas para os exportadores. Wang Di não esclareceu se a China estenderá essas isenções ou reduzirá ainda mais as tarifas sobre carne suína e óleo de canola, mas enfatizou: "Enquanto os dois países aderirem aos princípios de respeito mútuo, igualdade e benefício recíproco, não há problema que não possa ser resolvido." Ao mesmo tempo, ele alertou que o governo Carney deve seguir esses princípios, "e, uma vez que se desvie deles, certamente haverá impactos negativos."
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